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Escala de depressão de Montgomery & Asberg (MADRS)

A Escala de Depressão de Montgomery & Asberg (MADRS) foi desenvolvida em 1979 por Stuart Montgomery e Marie Asberg com o objetivo de avaliar a gravidade da depressão em pacientes. A MADRS é uma ferramenta amplamente utilizada em ambientes clínicos e de pesquisa para medir os sintomas de depressão, especialmente em estudos de eficácia de tratamentos antidepressivos.


A MADRS consiste em 10 itens que avaliam diferentes aspectos do estado depressivo do paciente: tristeza aparente, relatos de tristeza, tensão interna, sono prejudicado, apetite reduzido, dificuldade de concentração, cansaço, incapacidade de sentir, pensamentos pessimistas e pensamentos suicidas. Cada item é avaliado em uma escala de 0 a 6, onde 0 indica ausência de sintomas e 6 indica a presença máxima dos sintomas. A pontuação total pode variar de 0 a 60, com pontuações mais altas indicando maior gravidade da depressão.


O preenchimento da escala deve ser feito por um profissional de saúde com base em uma entrevista clínica, começando com perguntas gerais e avançando para questões mais detalhadas que permitam uma avaliação precisa da gravidade dos sintomas. As respostas do paciente são então classificadas em um dos níveis predefinidos ou entre eles, de acordo com a intensidade e frequência dos sintomas relatados.


Estudos de validação demonstraram que a MADRS possui alta confiabilidade e validade na avaliação da depressão. Montgomery e Asberg (1979) reportaram uma alta correlação entre a MADRS e outras escalas de depressão, como a Hamilton Depression Rating Scale (HDRS), estabelecendo sua validade convergente. Além disso, estudos subsequentes confirmaram a sensibilidade da MADRS para detectar mudanças nos sintomas depressivos ao longo do tempo, tornando-a uma ferramenta útil para monitorar a resposta ao tratamento antidepressivo (Davidson, J. R. T., et al., 1986; Muller, M. J., et al., 2003).





Montgomery, S. A., & Asberg, M. (1979). A new depression scale designed to be sensitive to change. The British Journal of Psychiatry, 134(4), 382-389.


Davidson, J. R. T., Turnbull, C. D., Strickland, R., Miller, R., & Graves, K. (1986). The Montgomery-Asberg Depression Scale: reliability and validity. Acta Psychiatrica Scandinavica, 73(5), 544-548.


Muller, M. J., Himmerich, H., Kienzle, B., & Szegedi, A. (2003). Differentiating moderate and severe depression using the Montgomery–Asberg depression rating scale (MADRS). Journal of Affective Disorders, 77(3), 255-260.

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