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Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI-BR)

Atualizado: 10 de mar.

O Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI) é uma ferramenta eficaz utilizada para medir a qualidade e os padrões do sono em adultos. Ele avalia sete componentes, cada um com uma pontuação que varia de 0 (nenhum problema) a 3 (problema grave). A pontuação total do PSQI é obtida pela soma das pontuações dos sete componentes, resultando em um escore total que varia de 0 a 21, onde pontuações mais altas indicam pior qualidade de sono.


A seguir, detalho os sete componentes e como eles são avaliados:

  1. Qualidade Subjetiva do Sono: Baseada na percepção geral do indivíduo sobre a qualidade do seu sono.

  2. Latência do Sono: Refere-se ao tempo que leva para adormecer. Pontuações mais altas são atribuídas a tempos de latência mais longos.

  3. Duração do Sono: Avalia a quantidade média de sono que o indivíduo obtém por noite.

  4. Eficiência Habitual do Sono: Calculada pela proporção do tempo de sono em relação ao tempo total na cama.

  5. Distúrbios do Sono: Avalia a frequência e a gravidade dos distúrbios do sono, como acordar no meio da noite ou ter dificuldade para respirar.

  6. Uso de Medicamentos para Dormir: Avalia a frequência do uso de medicamentos para induzir o sono.

  7. Disfunção Durante o Dia: Refere-se a problemas durante o dia, como ficar sonolento ou ter dificuldade em manter o entusiasmo para as atividades diárias.

Cada componente é pontuado com base nas respostas fornecidas no questionário.





O cálculo dos escores no Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI) é realizado da seguinte maneira:


1. Qualidade Subjetiva do Sono (Componente 1): Baseado na pergunta 6. Atribui-se 0 para "muito boa", 1 para "boa", 2 para "ruim" e 3 para "muito ruim".

2. Latência do Sono (Componente 2): Combina respostas das perguntas 2 e 5a. Atribuem-se pontuações com base no tempo para adormecer e na frequência com que isso ocorre.

3. Duração do Sono (Componente 3): Avalia-se a partir da pergunta 4. A pontuação varia de acordo com as horas de sono.

4. Eficiência Habitual do Sono (Componente 4): Calculada pela razão entre o número de horas dormidas (pergunta 4) e o número de horas na cama.

5. Distúrbios do Sono (Componente 5): Inclui as perguntas 5b até 5j. Cada perturbação é pontuada e somada.

6. Uso de Medicamentos para Dormir (Componente 6): Baseado na pergunta 7. A pontuação depende da frequência do uso de medicamentos para dormir.

7. Disfunção Durante o Dia (Componente 7): Combina respostas das perguntas 8 e 9, avaliando a dificuldade em manter-se acordado e o entusiasmo para as atividades diárias.


O estudo pioneiro de validação do PSQI foi conduzido por Buysse et al. em 1989. Este estudo estabeleceu o PSQI como um instrumento confiável e válido para a avaliação da qualidade do sono em práticas psiquiátricas e pesquisas.


A pontuação global é interpretada da seguinte forma:

  • 0-5: Qualidade do sono considerada boa.

  • 5-10: Qualidade do sono considerada média.

  • Acima de 10: Indica má qualidade do sono, podendo sugerir problemas significativos de sono que podem necessitar de atenção médica.

É importante notar que o PSQI é um instrumento auto-relatado, e suas pontuações devem ser interpretadas dentro do contexto clínico mais amplo do paciente. Além disso, a análise detalhada de cada componente pode fornecer insights valiosos sobre áreas específicas de preocupação relacionadas ao sono.


Referências:

Buysse DJ, Reynolds CF, Monk TH, Berman SR, Kupfer DJ. The Pittsburgh sleep quality index: A new instrument for psychiatric practice and research. Psychiatry Research. 1989;28(2):193-213. doi:10.1016/0165-1781(89)90047-4​​.


Bertolazi AN, Fagondes SC, Hoff LS, et al. Validation of the Brazilian Portuguese version of the Pittsburgh Sleep Quality Index. Sleep Med. 2011;12(1):70-75. doi:10.1016/j.sleep.2010.04.020


Bertolazi AN. Tradução, adaptação cultural e validação de dois instrumentos de avaliação do sono: Escala de Sonolência de Epworth e Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh. [Dissertation]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2008. Available from: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/14041

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